segunda-feira, agosto 3

Vou ser sincera contigo, querido, afinal, não há o que esconder de um morto. Não é como se você fosse sair espalhando por ai as besteiras que eu já fiz. Querido, quantas besteiras.

Quando você morreu, admito, achei que fosse junto. Não acreditei que teria que conviver com sua morte durante todo esse tempo, “logo será minha vez”, me consolava e acordava no dia seguinte desolada. Mas todos os seres humanos passam por isso, não seria diferente comigo, ainda assim, acreditei que seria o contrário, e tentei cinco formas prazerosas de suicídios. Não vou falar deles agora, sei que vai se irritar se começar com esse assunto. Dizem que é ruim se remexer dentro de um caixão, como disse? Quer que eu o tire daí? Calma rapaz, as coisas só tendem a piorar.

Não agüento narrar a história nos dias de hoje, parece tudo tão besta, então entre na minha cabeça, finja que ainda estamos em plena guerra fria, em meio a adolescentes que não crêem em nada. Finja que em poucos segundos a cidade toda já não existirá.

3 comentários:

  1. ainda bem que não tinha anthrax na caixinha de ontem ._.


    Tu parece namorada de cadaver x3

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  2. Vc realmente devia voltar a escrever alguma fic... @_@' /viajandonotexto

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