"Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva
Acumulando de prazeres teu leito de viúva"
e eu fiquei a ver navios, ele se foi, ele precisava ir. Ah eu preferia que você vagasse por ai como um cadáver, eu sou louca, sou egoísta, não me importa de que jeito, te quero mesmo que morto. E com esse conceito, coloquei força em minhas mãos desesperadas e observei-as misturando-se com a terra. A dor era irrelevante, eu cavava mais e mais até que uma unha se quebrou e eu soube que havia chegado no caixão. Não sabia que horas eram, quantos dias tinham se passado desde a sua morte, seriam segundos ou anos? Talvez décadas, mas o que eu sabia é que estava a centímetros de você e, por segundos, foi o que bastou para que abrisse seu caixão. O cheiro, que deveria ser de podridão, pareceu como um buquê de rosas numa manhã de domingo. Era delicioso e doentio. Seu rosto parecia como da primeira vez em que te vi, tão jovem, ou eram as drogas daquela terça-feira à noite fazendo efeito. Não importava, não importava, nenhum som chegava aos meus ouvidos. Era doença, e meu cérebro implorava para que alguém me parasse, pare, isso já passou dos limites, eu sei, mas meus braços não obedecem, o que você vê, não é um cadáver, é ele, e eu sei que você o ama.
"O cheiro, que deveria ser de podridão, pareceu como um buquê de rosas numa manhã de domingo. Era delicioso e doentio."
ResponderExcluirAmei isso.
Dig up "him" bones (8~
ResponderExcluirQueria escrever que nem a Hanna *envergonhado*
ResponderExcluir^^
Se eu admitir que queria escrever q nem ela, eo estaria tacando minha honra pela janela D: /nãoacaboudeconfessar?
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