quinta-feira, julho 1

Eu tenho mesmo

que continuar?

Que ir nas aulas?

Que ter um futuro decente?

Que colocar pé ante pé nessa estrada?

Que aceitar o que me mandam fazer e ficar zangada?

Que perde essas malditas horas de sono em vão, servindo de boba?

Ou será que eu posso só sumir. Daqui, da superfície, me enterrar na terra, aí, assim, não sinto nada.

Não reclamo de nada.

Já imaginou?

Um mundo onde eu não reclamo?

Peguem as pás e me enterrem viva, vou chorar, esperniar, implorar pra viver, mas não ouçam! É tudo mentira, eu enjoo fácil demais.

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