Já era fim de tarde outra vez, e, como quem se aliena, eu tornava a sentar no mesmo banco vazio.
- Ora, mas o que houve com você?!
- Nossa! Muito original, como se Você já não soubesse.
- Eu sou Deus, Criança. Tenho mais a fazer do que ficar espiando a vida alheia.
- Ah Deus, tenho precisado de sua ajuda.
Como uma vez foi dito, Ele acendeu um cigarro, naquele banco em lugar nenhum. As estrelas iluminavam o sugiciente para entender o que não tem razão.
- Você o enviou a mim e mesmo que seja o contrário, eu receio que falhei.
- Vocês humanos têm uma imaginação muito fértil.
- Eu não mantive o sorriso que nos fazia querer continuar! Eu matei os sonhos, um a um, como alguém sem fé. E como consequência as coisas começaram a mudar.
- Logo você, convicta e confiante de tudo?
- Eu fracassei Deus, até elas - e com o dedo indicador apontado para o céu senti-me mais traidora que nunca. - eu abandonei. Sei que não mereço, mas ainda quero estar ao lado dele!
- Ora, olhe ao seu redor. Não há ninguém por aqui. - Ele sorriu como se o mundo fosse óbvio. - Ainda que elas te consolem, criança, não foi por isso que eu te deixei nascer. Ele precisa de você? Tenho muito a fazer, não perca o ânimo.
- Mesmo que ele não me queire?
- Ai vai de você filha. A minha parte está feita, lute pelo que é seu.
fumaça fumaça fumaça;
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