terça-feira, setembro 15

Eu poderia

lhe dizer quantas vezes fosse,
não há razão para permanecermos aqui.
A sensação bizarra que nos prendia,
obsoleta, já não existe mais.
Morreu, ficamos a vê-la desaparecer.

No poente, os vestígios
de que ela um dia existiu,
mistura-se com a ilusão
de quem a observa.
Somos tolos, sempre fomos.

É mais um dia, ainda não se cansou?
Tudo permanece igual,
seus olhos estão opacos, cansou de ver?
Tinhámos sonhos à realizar,
mágoas passadas nos arrastam pra trás.

Isso não te encomoda?
Já se acostumou com esse cenário
Acho que é hora de ir,
afoga-te em tua banheira,
Faça algo inovador;

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