terça-feira, junho 29

Toda mulher

é meio masoquista. Até no ato sexual.


Qual o problema em ser inteira, e ser taxada de boba?

segunda-feira, junho 28

the final cut;

"Through the fish-eyed lens of tear stained eyes
I can barely define the shape of this moment in time
And far from flying high in clear blue skies
I'm spiralling down to the hole in the ground where I hide.
If you negotiate the minefield in the drive
And beat the dogs and cheat the cold electronic eyes
And if you make it past the shotgun in the hall,
Dial the combination, open the priesthole
And if I'm in I'll tell you what's behind the wall.
There's a kid who had a big hallucination
Making love to girls in magazines.
He wonders if you're sleeping with your new found faith.
Could anybody love him
Or is it just a crazy dream?

And if I show you my dark side
Will you still hold me tonight?
And if I open my heart to you
And show you my weak side
What would you do?
Would you sell your story to Rolling Stone?
Would you take the children away
And leave me alone?
And smile in reassurance
As you whisper down the phone?
Would you send me packing?
Or would you take me home?

Thought I oughta bare my naked feelings,
Thought I oughta tear the curtain down.
I held the blade in trembling hands
Prepared to make it but just then the phone rang
I never had the nerve to make the final cut.
"Hello? Listen, I think I've got it. Okay, listen its a HaHa!"

terça-feira, junho 22

Fim dos tempos

- Filha! Corre aqui!

Disparada pelos corredores da casa a menina foi em direção aos berros da mãe que via televisão na sala.

- Que houve mãe? - Disse ainda meio afobada.

- Disseram na TV que o mundo acaba depois de amanhã. - A mãe permanecia com a mesma expressão serena, como se tudo fosse óbvio demais. - Acredita? Esperei por esse dia durante cinquenta e seis anos. Vivi durante todo esse tempo em função do mundo e, de repente, ele resolve acabar.

Os argumentos explodiam na ponta da língua da filha, mas pouco importavam agora perante a notícia. Poxa vida, o fim do mundo. E não é que o mundo realmente explodiria e a levaria junto? Enquanto ela só vivera treze anos, treze anos e tudo ia acabar. Achou aquilo um pouco sacana, o que ela tinha feito de errado? Enganara a mãe para ficar até mais tarde em seu quarto lendo livros no escuro? Errara muitas questões de matemática? Mas pensou melhor, e descobriu que tudo aquilo na verdade era só enganação. Não o fato de tudo explodir, o mundo realmente acabaria. Mas sim o fato de ter feito tudo em vão.

Em vão, então descobriu que talvez esse fosse o sentimento da mãe.

- Eu vou respirar o máximo que puder. - A filha, de olhos arregalados, falou para mãe.

- Acho que quero morrer dormindo ao lado do seu pai.

- Eu não tenho com quem morrer. Vou morrer sozinha. - Foram só treze anos, e a forçaram a escolher com quem morrer. Não chegara nem aos quinze, então talvez ficasse só como poeira cósmica.

- Que horror filha. Você vai morrer com a gente. - Deu um sorriso sincero que a filha sabia muito
bem o que significava.

- Não não mãe, vou morrer sozinha por nunca ter ido embora. - Fez uma pausa e puxou novamente o ar. - Não me forcem a morrer acompanhada. Se não vão pensar que eu quis ficar aqui.

segunda-feira, junho 21

Ai meu

coração todo se aperta, pra início de conversa eu nem deveria estar aqui. Mas eu choro, corro e berro, eu quero ir pra lá, odeio limites, odeio isso, odeio aquilo. Me deixa pelo menos hoje.

Eu não quero!

Pode me deixar que eu me viro. Eu não quero essa atmosfera! Eu não quero essa vida pra mim!



Mas não me deixe, por favor.

quinta-feira, junho 17

e eu não sonho mais

Hoje eu sonhei contigo, tanta desdita, amor nem te digo
Tanto castigo que eu tava aflita de te contar

Foi um sonho medonho desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha, e se urina toda e quer sufocar
Meu amor vi chegando um trem de candango
Formando um bando mas que era um bando de orangotango pra te pegar
Vinha nego humilhado, vinha morto-vivo, vinha flagelado
De tudo que é lado vinha um bom motivo pra te esfolar
Quanto mais tu corria mais tu ficava, mais atolava
Mais te sujava, amor, tu fedia, empesteava o ar
Tu que foi tão valente chorou pra gente, pediu piedade
E, olha que maldade, me deu vontade de gargalhar

Ao pé da ribanceira acabou-se a liça e escarrei-te inteira
A tua carniça e tinha justiça nesse escarrar
Te rasgamo a carcaça, descendo a ripa, viramo as tripas
Comendo os ovos, ai, e aquele povo pôs-se a cantar

Foi um sonho medonho desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha e se urina toda e já não tem paz
Pois eu sonhei contigo e caí da cama
Ai, amor, não briga, ai, não me castiga
Ai, diz que me ama e eu não sonho mais

terça-feira, junho 15

two step ~

"Hey, my love, you came to me like wine comes to this mouth
Grown tired of water all the time
You quench my heart and you quench my mind"

você sabe disso antes mesmo de imaginar.